O mês de abril contou com duas semanas de feriados prolongados – a Sexta-Feira da Paixão (dia 14) e Tiradentes (21), que também celebrou o aniversário de Brasília – seguidos pelo Dia do trabalhador em maio, na próxima segunda-feira (1.º). O que para boa parte da população é uma boa notícia, o comércio vê com cautela. Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas do Distrito Federal (CDL-DF), José Carlos Magalhães Pinto, o ritmo de vendas deve desacelerar na capital no período.

Por não ser um grande polo turístico e abrigar uma população majoritária de migrantes, Brasília tende a se “esvaziar” em feriados, já que muitos voltam para a terra natal, segundo o presidente. “Muita gente viaja, não só nos dias do feriado, mas nos que o antecedem e nos dias seguintes, o que deixa a economia mais lenta”, explica. Além disso, boa parte do comércio fecha as portas. “Shoppings costumam sentir menos esse impacto, mas em locais como o Setor Comercial Sul ou o Centro de Taguatinga, mesmo que o varejista abra sua loja, o movimento é muito fraco”, afirma.

A capital do País comemora 57 anos de existência nesta sexta-feira (21), e de 1960 para cá a cidade mudou. Na maior parte desse tempo, a Câmara de Dirigentes Lojistas do Distrito Federal (CDL-DF), que completou 52 anos este mês, ajudou a construir o comércio local e lutou pelos direitos dos lojistas perante o poder público.

No início, vender a prazo era uma aventura de alto risco. Os moradores vinham de fora, com a necessidade de adquirir bens, e sem nenhuma referência. Muitas vezes, estavam na cidade apenas de passagem. “O calote era comum, e os lojistas amargavam prejuízos, o que levou muitos deles à falência”, conta o atual presidente da CDL-DF, José Carlos Magalhães Pinto.

Na noite de segunda-feira (17), o secretário adjunto da fazenda do DF, Wilson José de Paula, e o secretário de economia e desenvolvimento do DF, Antônio Valdir Oliveira Filho, se reuniram com diretores, conselheiros e associados da CDL-DF na sede da entidade. O encontro buscou abordar as contas do governo com transparência e convidar os empresários a participarem da agenda pública local.

Wilson José de Paula apresentou o sistema de monitoramento de receita do DF, mostrando a arrecadação e os gastos da pasta, além do controle diário dos produtos que entram e saem da cidade, com acompanhamento individual dos produtos e relação dos itens mais comprados fora do DF, reunidos por notas fiscais, CPF e CNPJ.

Nesta quinta-feira (13), a Câmara de Dirigentes Lojistas do Distrito Federal (CDL-DF) celebra 52 anos de trabalho na capital federal. Fundada em 1965, pouco tempo depois da inauguração de Brasília, a entidade é conhecida por fornecer informações de crédito ao comércio e por defender os interesses do varejo local perante o poder público.

 

A CDL-DF surgiu pela iniciativa do pioneiro José de Melo, que presidiu o que, a princípio, foi chamado de Clube dos Diretores Lojistas. O propósito era unir empresários locais – em um formato de organização que já existia em quase todas as outras capitais brasileiras – e fortalecer o segmento enquanto a cidade ainda se formava, criando uma entidade que os identificasse.

Em 2016, a Páscoa deixou muitos lojistas desapontados com a queda nas vendas dos ovos de chocolate. Mas neste ano, o comércio está otimista e focado em estratégias para atrair o consumidor, além de contar com um cenário mais favorável. 

 

De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a páscoa deste ano trará a primeira alta nas vendas desde 2014. A estimativa é que haja um aumento de 1,3% nas vendas de ovos de páscoa (já descontada a inflação) para o mês de abril, na comparação com 2016. Dessa forma, o período deve movimentar R$ 2,1 bilhões no País. Em 2015 e no ano passado, houve queda de 1% e 4,3%, respectivamente.