A folia este ano promete agitar Brasília com blocos de rua lotados e uma programação que transforma a capital em destino de folia atrativa e mais segura que em muitas capitais. O comportamento de quem mora na cidade está bem diferente dos anos anteriores, quando os brasilienses pegavam a estrada para curtir a festa em outros estado. Hoje, eventos como os blocos do Eixo Monumental, Asa Sul e Ceilândia reúnem moradores e turistas, aquecendo o comércio de rua e impulsionando a economia local.
Pesquisa da CNDL/SPC Brasil, divulgada em outubro de 2025, revela que 41,4 milhões de brasileiros (25% dos consumidores das capitais) devem participar das festas, com 95% comprando produtos e 88% contratando serviços exclusivos para o período. Segundo a pesquiisa, 41% priorizam blocos de rua, elevando a demanda por água, energéticos e sucos (55%), cerveja/chopp (50%), lanches para fora (48%), refrigerantes (44%) e itens de churrasco. As compras concentram-se em supermercados (55%), lojas de bairro (36%) e apps de entrega (30%), com intenção média de gasto de R$ 1.096 – e 48% ainda indecisos, abrindo espaço para impulsos. No DF, devemos observar um comportamento muito próximo a este.
O presidente da CDL-DF, Eduardo Rodrigues, destaca o potencial para os lojistas “Foi-se o tempo em que o brasiliense saía da cidade para comemorar o Carnaval. Brasília hoje tem blocos de rua que atraem os brasilienses e turistas para uma brincadeira que ainda é mais segura do que em outras capitais. Ainda assim, para os foliões, sempre fica a dica de terem cuidado com carteiras, cartões e celulares. Para os lojistas, é tempo de aproveitar este momento para vender mais – especialmente aqueles que comercializam itens mais procurados durante as festas, não apenas fantasias, mas energéticos, lanches, roupas mais leves, etc.”
O levantamento da CNDL/SPC Brasil em parceria com a Offewise Pesquisas,, aponta que pagamentos serão majoritariamente à vista (93%), com PIX (65%) e cartão de débito (30%) liderando, mas 39% planejam viagens para outras cidades, beneficiando hospedagens (22%) e transportes (23%).
Ainda assim, o cenário exige cautela financeira: 32% dos gastadores têm contas em atraso, e 49% (sobretudo homens) admitem extrapolar – com comidas/bebidas (26%) e festas (16%) no topo. Para presidente da CNDL, José César da Costa, “os dados acendem um alerta importante para a saúde financeira das famílias, ao mostrar que a vontade de aproveitar o momento muitas vezes atropela o planejamento do orçamento. É fundamental colocar o pagamento das dívidas como prioridade antes de comprometer a renda com lazer, evitando que a euforia da folia vire ressaca financeira.”
Com 79% temendo roubos ou golpes, a segurança é prioridade – e Brasília se destaca por ser mais tranquila. Dicas para o DF: lojistas, estoquem itens de conveniência e promovam ofertas; foliões, planejem gastos e protejam bens. É hora de faturar com responsabilidade!










