O gerente-executivo da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Daniel Sakamoto, participou no fim da tarde de ontem (9), da live “A era do crédito pós-pandemia”, realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Durante o evento virtual, Sakamoto fez um apanhado sobre a situação econômica brasileira e as tendências para o comércio em 2022. “Pesquisas recentes feitas pela CNDL e o SPC Brasil nas principais datas comemorativas deste ano, mostram que o varejo tem retomado lentamente os patamares pré-pandemia, mas ainda não é suficiente para recuperar o prejuízo deste 1,5 ano de forte pandemia”, disse Daniel Sakamoto.

O presidente Jair Bolsonaro afirmou na última quinta-feira (11), em evento no Palácio do Planalto, que o governo decidiu desonerar a folha de pagamentos de 17 setores da economia por mais dois anos. Esses 17 setores são os que mais empregam na economia brasileira. A desoneração perderia a validade no fim deste ano. Na quarta (10), o deputado federal Marcelo Freitas (PSL-MG) protocolou na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara um relatório favorável ao projeto de lei que prorroga a desoneração.

O 13º salário é um alívio para o bolso dos consumidores e para o comércio. Muitas pessoas utilizam esse dinheiro extra nas comemorações de fim de ano, movimentando a economia. Segundo pesquisa feita pela CNDL e SPC Brasil, em parceria com a Offer Wise, neste ano, 33% dos trabalhadores pretendem comprar presentes de Natal. A data, tem uma grande importância para as famílias, deve ter ainda mais destaque neste ano já que, no ano passado, por conta da pandemia, as comemorações em família e grandes confraternizações com amigos praticamente não puderam acontecer.

A pandemia de Covid 19 acelerou e consolidou um conjunto de tendências que já estavam previstas no horizonte da economia e levou as micro e pequenas empresas a um processo de intensas mudanças. Forçados pela crise, os empreendedores precisaram repensar os seus modelos de negócio, digitalizar suas vendas e otimizar sua produtividade. Para 2022, o cenário ainda é de cautela, embora exista uma tendência de crescimento, em especial em alguns segmentos mais seriamente atingidos pela pandemia, como turismo e economia criativa. Essas foram algumas análises feitas pelo economista José Roberto Mendonça de Barros e pelo presidente do Sebrae, Carlos Melles, durante o debate online promovido pelo Jornal Valor Econômico, na noite desta quarta-feira (3). O objetivo da live foi debater o tema “Pequenos negócios: cenário econômico e desafios para 2022”.

Não há como negar que a transformação digital, que já estava em curso últimos anos, foi acelerada pela pandemia. Do comércio à construção civil, a digitalização de processos pôde ser observada nos mais diversos setores ao longo dos últimos meses – mas fica ainda mais evidente quando olhamos para a área da comunicação.