A Páscoa de 2026 deve levar milhões de brasileiros às compras e aquecer o comércio também no Distrito Federal. De acordo com levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil, cerca de 106,8 milhões de consumidores pretendem adquirir produtos para a data, o equivalente a 65% da população adulta do país.
O cenário é positivo para o varejo, mas traz um consumidor mais atento, que pesquisa preços, compara opções e adia a decisão de compra. A expectativa é de um gasto médio de R$ 253, com a aquisição de aproximadamente cinco itens por pessoa, o que indica uma cesta mais diversificada e oportunidades para diferentes segmentos do comércio.
Os produtos tradicionais seguem liderando a preferência, com destaque para ovos de chocolate industrializados, bombons e barras. Ao mesmo tempo, cresce o espaço para itens artesanais, impulsionados pela busca por qualidade e personalização.
Outro ponto de atenção para os lojistas é o comportamento de compra concentrado na reta final. Segundo a pesquisa, 45% dos consumidores devem deixar para comprar na semana da Páscoa, o que reforça a importância de estratégias comerciais bem estruturadas para esse período.
No Distrito Federal, a expectativa é de que o comércio físico continue sendo o principal canal de vendas, especialmente em supermercados e lojas especializadas. Ainda assim, a internet ganha relevância na etapa de pesquisa, consolidando um consumidor mais informado e exigente.
Apesar da intenção de consumo, o levantamento também revela um cenário de cautela. Entre os que não devem comprar, mais da metade aponta a necessidade de priorizar o pagamento de dívidas. Além disso, uma parcela significativa dos consumidores que pretende ir às compras já enfrenta algum nível de inadimplência.
Para o presidente da CDL-DF, Eduardo Rodrigues, o momento exige atenção e estratégia por parte dos empresários. “A Páscoa continua sendo uma das datas mais relevantes para o comércio, mas o consumidor está mais criterioso. O lojista precisa estar preparado para oferecer boas condições, variedade e, principalmente, uma experiência de compra que faça sentido para esse novo perfil”, avalia.
A combinação entre intenção de consumo e restrição financeira indica que o desempenho das vendas deve depender, sobretudo, da capacidade do varejo de se adaptar a um cliente mais planejado — e cada vez mais seletivo.
A matéria completa está no site da CNDL, aqui.









