Relatório da CNDL/SPC Brasil indica que a média de dívida por consumidor negativado no DF ultrapassa os R$ 6 mil, o que exige atenção redobrada das famílias e do setor varejista
Brasília, 12 de fevereiro de 2026 — O início de 2026 traz um cenário desafiador para a saúde financeira dos consumidores brasileiros. Levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revelou que o país começou o ano com 73,30 milhões de consumidores inadimplentes, um aumento de 9,39% em relação a janeiro do ano anterior. No Distrito Federal, a situação também exige atenção, com dados que, embora apresentem um crescimento percentual de devedores e dívidas abaixo da média nacional, indicam um peso maior nas finanças individuais dos brasilienses.
O relatório do SPC Brasil aponta que o número de inadimplentes no Distrito Federal cresceu 4,14% em janeiro de 2026, comparado a janeiro de 2025, e 0,64% na passagem de dezembro de 2025 para janeiro. Essas taxas ficaram abaixo das médias do Centro-Oeste e do Brasil. Já o número de dívidas em atraso no DF aumentou 10,51% na comparação anual e 1,36% na mensal, também abaixo das médias regional e nacional.
No entanto, o dado que mais chama a atenção na capital federal é o valor médio e a quantidade de dívidas por devedor. Em janeiro de 2026, cada consumidor negativado do Distrito Federal devia, em média, R$ 6.139,14, valor significativamente superior à média nacional de R$ 4.368,02. Além disso, cada inadimplente brasiliense possuía, em média, 2,451 dívidas em atraso, número também acima da média brasileira (2,259 dívidas por pessoa). O setor bancário continua sendo o principal credor, respondendo por 66,50% das dívidas no DF.
Para o presidente da CDL-DF, Eduardo Rodrigues, os números preocupam o setor varejista: “Embora o crescimento percentual de inadimplentes no DF tenha sido um pouco mais brando do que a média nacional, a verdade é que o peso da dívida para cada brasiliense está muito mais alto. Ter uma média de mais de R$ 6 mil em dívidas e quase 2,5 contas em atraso por pessoa é um fardo pesado. Precisamos acender um farol de alerta para que as famílias do DF redobrem a atenção com o planejamento financeiro, buscando renegociar suas dívidas e evitar que essa situação se agrave. O varejo precisa de consumidores com saúde financeira para continuar prosperando”, comenta o presidente.
A análise revela que a faixa etária mais impactada no DF é a de 30 a 39 anos (24,72% do total), seguida de perto por consumidores entre 40 e 49 anos. O tempo médio de atraso das dívidas no Distrito Federal é de 30,5 meses, com um terço dos devedores (33,36%) inadimplentes por um período entre 1 e 3 anos.
Diante desse cenário, Eduardo Rodrigues reforça a importância de os consumidores buscarem orientação financeira, priorizarem a renegociação de dívidas e adotarem hábitos de consumo mais conscientes para evitar que a inadimplência comprometa ainda mais o orçamento familiar. “A saúde financeira dos brasilienses é fundamental para o dinamismo do comércio e a estabilidade econômica da região”, conclui.










