Panorama do Comércio aponta início de 2026 positivo no DF, com desempenho heterogêneo entre segmentos e expectativa cautelosa para os próximos meses 

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Os primeiros indicadores de 2026 reforçam um cenário de retomada consistente para o comércio do Distrito Federal, com desempenho acima da média nacional. De acordo com o IBGE, as vendas do varejo ampliado cresceram 4,5% em janeiro na comparação com o mesmo período do ano anterior e avançaram 1,0% frente a dezembro de 2025. O setor de serviços também mostrou dinamismo, com alta de 10% na mesma base comparativa. Dentro do comércio, o desempenho foi heterogêneo: das 11 atividades segmentadas, seis registraram crescimento, com destaque para “Outros artigos de uso pessoal e doméstico”, que avançou 35,2%, seguido por “Artigos médicos e farmacêuticos” (13,9%) e “Veículos, motocicletas, partes e peças” (11,0%). Por outro lado, “Materiais para escritório” apresentou a maior retração, com queda de 16,6%.

O Panorama do Comércio é uma publicação mensal da Câmara de Dirigentes Lojistas do DF e tem como objetivo funcionar como uma bússola estratégica para o varejo local, apoiando a tomada de decisão com base em dados e tendências. O documento aponta que no mercado de trabalho, o saldo de empregos formais em janeiro foi de 2.012 vagas, abaixo do registrado no mesmo período de 2025, enquanto o comércio apresentou saldo negativo, movimento típico do início do ano, influenciado pelo encerramento de contratos temporários. Já no crédito, houve expansão em ritmo mais moderado que a média nacional, acompanhada por uma desaceleração da inadimplência — um sinal relevante para a sustentabilidade do consumo. No cenário macroeconômico, o IGP-M acumulado em 12 meses até fevereiro de 2026 registrou queda de 2,67%, contribuindo para um ambiente de preços mais controlados.

Para o presidente da CDL-DF, Eduardo Rodrigues, o momento exige leitura estratégica e capacidade de adaptação. “Os dados mostram um comércio mais dinâmico e com alguns sinais de retomada, ainda que de forma desigual entre os segmentos. A possível redução dos juros deve abrir novas avenidas de crescimento, especialmente em categorias mais dependentes de crédito, mas é fundamental entender que esses efeitos são graduais e que precisamos observar mais dados durante o ano. O empresário que souber alinhar planejamento, gestão de caixa e inteligência de mercado estará mais bem posicionado para capturar valor nesse novo ciclo”, conclui Eduardo.

Veja o documento completo AQUI.

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