Como sempre há esperança de luz no fim do túnel, 2017 traz para o varejo a possibilidade de recuperação das vendas, negativamente impactadas pelo cenário econômico dos últimos anos.

Com menos disposição para gastar, o consumidor está mais exigente e seletivo. Pesquisa mais, resiste mais, quer mais qualidade. Paradoxalmente, por conta da “crise”, o varejo investe menos no treinamento dos seus funcionários que, raramente, estão preparados para atender a esse novo consumidor. Nesse contexto, o dilema “Tostines vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais?” dá lugar a “investimos no time para que eles convertam mais vendas ou esperamos o aumento das vendas gerar receita suficiente para que possamos investir no time?”.

Embora o comércio tenha contratado quase 560 mil pessoas no último trimestre do ano passado, em relação ao trimestre imediatamente anterior, encerrado em setembro, a atividade encerrou 2016 com menos trabalhadores que no fim de 2015. A perda de 75 mil postos de trabalho nesse período indica que o comércio em 2016 contratou menos que no ano anterior, segundo os dados da Pnad Contínua, divulgada nesta terça-feira (31) pelo IBGE.

O varejo brasileiro de calçados – com cerca de 35 mil pontos de vendas exclusivos e receita anual de R$ 43 bilhões – deu início a um projeto de desenvolvimento e ampliação da sua representatividade política nos próximos dois anos. Para 2017, a expectativa do setor é crescer 1,5% em volume de pares e 6,5% em receita de vendas, após queda significativa nas duas variáveis em 2016, conforme pesquisa divulgada recentemente.

Com mais de 300 palestrantes durante três dias de evento, além de feira de exposições com mais de 500 expositores, time de especialistas do Grupo GS& Gouvêa de Souza buscou extrair os conceitos e tendências mais relevantes da convenção da NRF Retail’s Big Show que irão impactar os negócios em 2017.

O comércio do DF amargou uma queda de 6,19% nas vendas no ano passado em comparação com 2015. No setor de serviços, a redução foi ainda maior (-7,74%), como mostra a Pesquisa Conjuntural de Micro e Pequenas Empresas do Distrito Federal, feita pelo Instituto Fecomércio com o apoio do Sebrae.  Foram consultadas 900 empresas, sendo 595 do comércio e 305 de serviços. No acumulado do ano, o recuo nos dois segmentos ficou em -6,45%.