Crescimento dos atrasos em junho é o maior desde março deste ano; 70% das empresas devem para o setor de serviços

Cauteloso e com orçamento apertado, o consumidor tem sido moderado no gasto, como confirmam os dados muito fracos do comércio varejista, com volume de vendas 0,1% menor em maio do que no mês anterior. No ano, o volume vendido foi apenas 0,7% maior que o dos primeiros cinco meses do ano passado. Em 12 meses, o crescimento chegou a 1,3%. De um lado, esses números são um claro reflexo das péssimas condições do mercado de trabalho, com 13 milhões de desempregados e mais 12 milhões de subempregados e desalentados. De outro, ajuda a explicar a fraqueza da produção industrial, com zero de crescimento nos 12 meses terminados em maio.

Depois de amargar três anos consecutivos de resultados no vermelho, as vendas a prazo no varejo voltaram a crescer pelo segundo ano seguido. Dados apurados pelo Indicador de Atividade do Varejo da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostram que as consultas de CPFs para vendas parceladas cresceram 2,15% no acumulado em 12 meses até junho deste ano. O número comprova a trajetória de recuperação do comércio, porém a um ritmo menor, uma vez que em junho de 2018, as vendas haviam crescido 3,13%.

Jovens com idades entre 18 e 24 anos, nascidos dentro da chamada ‘Geração Z’, acreditam que o significado de sucesso profissional não é medido por um alto salário. Para esse público, trabalhar com o que gosta (42%), equilibrar trabalho e vida pessoal (39%) e ser reconhecido pelo que faz (32%) são aspectos mais importantes que ganhar bem (31%). Ao refletirem sobre os valores e habilidades necessários a um bom profissional, esses jovens acreditam que dedicação (43%), capacidade de diálogo e trabalho em equipe (40%), foco no trabalho (36%), ser paciente (35%) e fazer sempre o melhor (31%) são diferenciais.

No dia 6 de junho, a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) recebeu líderes das entidades que compõem a União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (Unecs), autoridades e parlamentares para falar da reforma tributária e da agenda de interesse das micro e pequenas empresas no governo.