As vendas do varejo brasileiro em maio subiram 3 por cento sobre o mesmo mês de 2017, apesar do impacto da greve dos caminhoneiros, que paralisou o país no final do mês passado, informou nesta terça-feira a companhia de meios de pagamento Cielo.

Quase um quarto dos empreendimentos morrem com até dois anos de vida, de acordo com o Sebrae. A principal razão para tamanho desastre é clara: além da falta de experiência e de capacitação do empreendedor, o planejamento e a gestão dos negócios também deixam muito a desejar.

Momentos de crise são também momentos de oportunidade. Vence os momentos difíceis quem sabe inovar. Por isso, o mercado de franchising investiu em inovação para sobreviver e continuar crescendo mesmo em períodos conturbados da economia brasileira. São mudanças no modelo de negócios, nos formatos das unidades, na estratégia de ampliação da rede e também nos perfis dos franqueados, fundamentais para a manutenção do crescimento e a rentabilidade dos negócios. Grandes redes optaram por criar formatos enxutos, enquanto franqueados experientes aproveitaram as vantagens oferecidas por elas para expandir suas operações.

A burocracia da legislação brasileira e a grande máquina do poder público no controle de operações varejistas foram as principais reclamações de executivos ligados ao setor, em um dos painéis do dia de abertura do BR Week 2018. Discutindo a união do varejo para um bem maior, José Barral, ex-presidente do Sonda Supermercados e atualmente à frente da Cendon Consultoria, disse que “nenhum negócio pode agir sozinho e que cada vez mais temos que entender o que nosso negocio tem que trazer de benefício para a sociedade como um todo”.

Diante de processos de digitalização cada vez mais presentes no mercado, as grandes empresas do varejo se esforçam para reformular a cultura corporativa tradicional a fim de diluir o conservadorismo frente a inserção de novas tecnologias e integração entre canais de venda.