A confiança dos comerciantes aumentou 18,6% em relação a fevereiro de 2016, segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), divulgado hoje, 21, pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Essa é a oitava taxa positiva consecutiva nesta base de comparação. Em relação ao mês passado, o índice aumentou 1%, com ajuste sazonal, alcançando 95,5 pontos. O resultado abaixo da zona de indiferença (100 pontos), no entanto, ainda indica atenção por parte dos comerciantes em relação às condições do mercado de trabalho e restrição de renda das famílias. “As reformas e medidas de ajuste em andamento no Congresso, aliadas à queda dos juros e redução da inflação, propiciam um ambiente mais favorável aos investimentos, estimulando a confiança dos comerciantes. As vendas do comércio em 2017 devem experimentar ritmo menos intenso de queda, com relativa estabilidade”, aponta a economista da CNC Izis Ferreira.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que o Brasil está voltando a dar “sinais sólidos” de retomada do crescimento e que ele será “sustentável”, ou seja, por um longo período.  “Passamos por momentos muito difíceis porque o Brasil passou pela maior recessão da história. Mas o país voltou a crescer e está entrando numa rota de crescimento de longo prazo”, garantiu Meirelles, nesta terça-feira (21/2) em discurso aos deputados da Comissão da Reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, em encontro no Palácio do Planalto.

Meirelles usou como base para essa afirmação a volta do crescimento da confiança de empresários e de consumidores registrada em janeiro deste ano, algo que não ocorria desde 2011. “Estamos solidificando a confiança política para que a confiança econômica seja garantida, visando promover o crescimento da dimensão do que está sendo feito no país”, afirmou o ministro, ao lado do presidente Michel Temer, sem citar números de quanto o país deverá crescer neste ano.  “Hoje o Brasil entra e uma rota de crescimento sustentável. Esse é um ponto fundamental. Vamos ter períodos prolongados de crescimento”, destacou Meirelles. 

A preocupação com o meio ambiente e práticas sustentáveis entrou na discussão de diversos setores nos últimos anos, e com o varejo não foi diferente. A tendência mundial exige adaptações e mudanças no funcionamento das empresas, mas além de contribuir com a sociedade esse caminho também pode representar economia de recursos.  

Na segunda-feira (13), o presidente da CDL-DF, José Carlos Magalhães, participou da cerimônia de assinatura do decreto que institui o Grupo de Trabalho para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no Âmbito do Distrito Federal. A medida compõe a Agenda de 2030, estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU), e norteia os rumos que o DF deve seguir nos próximos anos.

Os saques de recursos das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) devem injetar R$ 792 milhões na economia do Distrito Federal, aponta projeção da Caixa Econômica Federal. A expectativa de consultores financeiros e lojistas ouvidos pelo G1 é de que o valor aqueça a economia da capital federal, mesmo que os beneficiários optem por pagar dívidas em vez de irem direto às compras.

“Com a queda da inadimplência, não tenho dúvidas, os juros dos varejistas vão cair e a economia vai melhorar”, prevê o presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas do DF (CL-DF), José Carlos Magalhães. Ele diz não ter dúvidas de que, com o dinheiro do FGTS, os brasilienses vão preferir “limpar o nome” antes de gastar, mas garante que os donos de lojas devem lucrar de toda forma.

O número de pessoas inadimplentes no país, em janeiro, manteve-se em 58,3 milhões, o mesmo número de dezembro passado. Já na comparação com o mesmo período do ano passado, houve uma incorporação de 700 mil nomes. A região Sudeste concentra o maior número de inadimplentes (24,2 milhões), seguida pelo Nordeste (15,8 milhões); Sul (8,0 milhões); Norte (5,3 milhões) e Centro-Oeste ( 5 milhões).

Os dados são do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). De acordo com o levantamento, 39% da população brasileira adulta integra a lista de devedores em atraso, que enfrentam, como consequência, dificuldades para comprar a prazo ou obter crédito.