Mesmo em períodos de recessão, as datas comemorativas sempre movimentam o comércio além do normal e, no próximo Dia dos Pais, o número de pessoas que pretendem ir às compras é maior que no ano passado. Um levantamento realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) em todas as capitais do País, mostra que 57% dos brasileiros têm a intenção de comprar presentes – em 2016, menos da metade da população (49%) tinha a intenção de presentear na data. Uma notícia ainda melhor é que a maior parte dos entrevistados (75%) planeja pagar à vista.

 

 

Segundo o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas do Distrito Federal (CDL-DF), José Carlos Magalhães Pinto, no caso de Brasília, a redução da inadimplência superior à média nacional no primeiro semestre deste ano contribuiu para esse cenário e deve fazer com que o número de compradores seja ainda maior aqui. “Em junho, por exemplo, o número de dívidas em atraso diminuiu 3,45% aqui e 0,83% na média do País, segundo dados do SPC”, explica. “Com a queda da inadimplência, os juros caem e os preços dos produtos também. Tudo isso, aliado à insegurança quanto ao emprego e à situação política, colaboram para que o consumidor não queira se endividar”, opina.

 

Além disso, José Carlos defende que os efeitos do último saque das contas inativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), feitos em julho, ainda serão sentidos em agosto deste ano, com a injeção de dinheiro extra no mercado. "Outro fator importante é que os salários de quem tem cargos públicos no DF, parte considerável da população, está em dia, ao contrário de estados como o Rio de Janeiro", lembra.

 

Os itens mais procurados para presentear os pais são roupas (40%), perfumes e cosméticos (16%) e calçados (também com 16%). Em seguida, aparecem acessórios masculinos, como cintos, óculos, carteiras e relógios (14%), vale-presentes (4%) e comemorações em restaurantes (4%). A pesquisa também mostra um porcentual relevante de indecisos: um em cada cinco entrevistados (22%) não sabe ou ainda não decidiu o que pretende comprar para o pai.

 

Ainda segundo o levantamento, a procura pelo presente dos pais deve se intensificar nos próximos dias: 41% dos entrevistados disseram que vão deixar a compra para esta primeira semana de agosto e 34% deixarão para a véspera do Dia dos Pais. Aproximadamente R$ 10,7 bilhões serão movimentados na economia nacional devido à data.

 

Confira outros dados da pesquisa:

                                                                      

  • 86,1 milhões de consumidores planejam comprar presentes no Dia dos Pais
  • Os que não manifestaram a intenção de comprar presentes somam 41% da amostra e os que ainda não sabem são 2%
  • 38% dos entrevistados que irão presentearpretendem gastar o mesmo valor desembolsado em 2016; 26% planejam diminuir os gastos; e apenas 13% dos consumidores planejam gastar mais do que há um ano
  • Entre aqueles que planejam gastar menos, as principais razões são o orçamento apertado (43%), a intenção de economizar (35%) e o cenário instável da economia do país (31%), que acaba afetando a confiança do consumidor em comprometer a renda com a aquisição de presentes; 20% têm outras prioridades financeiras e 10% tiveram redução salarial
  • 58% dos consumidoresdisseram que vão realizar pesquisas de preço antes de adquirir o presente; outros 10% vão dividir as compras com outra pessoa, geralmente um irmão, a mãe ou algum familiar
  • Entre os que querem pagar à vista, 66% disse que vai pagar em dinheiro e 9% com cartão de débito
  • O pagamento via cartão de crédito é a escolha de 16%
  • As pessoas mais presenteadas neste ano devem ser os pais (56%), esposos (14%), pai dos filhos (8%), filhos (7%) e sogros (6%)
  • Há ainda 4% de entrevistados que devem se auto presentear.
  • O shopping center se destaca como o principal local de compra para 35% dos entrevistados; em seguida estão as lojas de rua (18%), shoppings populares (9%), lojas de departamento (9%) e lojas online (2%)
  • Para escolha do local de compra, 51% levam em consideração o preço, 43% a qualidade dos produtos e 27% promoções e descontos, especialmente as classes C, D e E (30%)
  • Cada consumidor irá gastar, em média, de R$ 125, valor que diminui para R$ 111 quando considerados somente os consumidores das classes C, D e E
  • A maioria (81%) dos compradores deve adquirir apenas um presente
  • Seis em cada dez (57%) consumidores têm a percepção de que os presentes estão mais caros neste ano, sendo que para 77% destes, a crise econômica fez os preços aumentarem; já para 37%, eles estão na mesma faixa de preço

 

Metodologia

 

A pesquisa foi realizada pelo SPC Brasil e pela CNDL no âmbito do ‘Programa Nacional de Desenvolvimento do Varejo’ em parceria com o Sebrae. Foram ouvidos, pessoalmente, 872 consumidores de ambos os gêneros, acima de 18 anos e de todas as classes sociais nas 27 capitais do país. Para avaliar o perfil de compra, foram considerados 600 casos da amostra inicial que têm a intenção de comprar presentes. A margem de erro dessa amostra é de no máximo 4,0 pontos percentuais a uma margem de confiança de 95%.

Baixe a íntegra da pesquisa em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas