Com a crise econômica vivida pelo País, o número de desempregados é alto. No Distrito Federal, a taxa chegou a 19,33% em janeiro, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Diees). Apesar desses dados preocupantes, o comércio tem reagido e contribuído para mudança do quadro.  

A pesquisa “O desemprego e a busca por recolocação profissional no Brasil”, realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) juntamente com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), mostra que, no Brasil, 7 em cada 10 desempregados aceitariam um salário inferior ao que ganhavam no último emprego. De acordo com o presidente da CDL-DF, José Carlos Magalhães Pinto, isso se justifica pelos sinais de melhora que a economia tem apresentado. “As pessoas querem trabalhar e acreditam que, com a melhora da economia que todos estamos esperando, elas podem ganhar mais no futuro próximo”, afirma.

Por outro lado, a pesquisa mostra também que 93% dos entrevistados se sentem preparados para conseguir um novo emprego, e 59% estão confiantes em obter colocação nos próximos três meses, tornando o cidadão ainda mais otimista.  

No Brasil, 60% dos desempregados não estão sendo chamados para entrevistas de emprego, e metade dos entrevistados estão sem trabalho há cerca de seis meses. No entanto, o cenário para o comércio do DF é mais favorável. Segundo o Diees, em janeiro foram abertas 6 mil novas vagas de emprego no setor, na contramão do que ocorre nas demais áreas. Para José Carlos, o fato de o varejo apresentar respostas rápidas proporciona essa diferença. “Assim que aumenta o movimento nas lojas, começam as contratações que estavam represadas”, conclui.