Lojistas e prestadores de serviço terão o prazo máximo de dois dias úteis para receber os valores das vendas realizadas por meio de cartão de crédito. É o que estabelece o Projeto de Lei do Senado (PLS) 344/2018, a ser analisado em decisão terminativa na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

Em tempos de crise e de crédito mais escasso, pedir o nome emprestado para realizar compras é a saída que muitos brasileiros encontram para não deixar de consumir. Um levantamento realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em todas as capitais revela que essa prática não é incomum no país. Em cada dez brasileiros, quatro (44%) já pediram o nome emprestado a outras pessoas para fazer compras a crédito – principalmente as pessoas das classes C, D e E (48%) e as mulheres (49%). Os que disseram nunca terem lançado mão dessa atitude somam 56% dos entrevistados.

São Paulo – As vendas do varejo brasileiro apresentaram crescimento de 0,9% em junho em relação ao mesmo mês do ano passado, aponta o indicador de varejo da Mastercard. Já os negócios acumulados no segundo trimestre do ano cresceram 2,7% em comparação ao período equivalente de 2017. Os cálculos são referentes ao varejo restrito, excluindo as vendas de automóveis e materiais de construção.

Dos 63,6 milhões de consumidores inadimplentes no País atualmente, cerca de 8% vive no Centro-Oeste. Pode parecer pouco, mas o dado representa 4,92 milhões de pessoas, ou seja, 41,91% da população adulta da região, e um crescimento de 2,82% na comparação com o fechamento do 1.º semestre de 2017. No Distrito Federal, a alta é ainda mais expressiva: de junho do ano passado a junho deste ano, o número de consumidores negativados deu um salto de 8,82%*, segundo dados levantados pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e divulgados hoje pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) do DF.

A economia brasileira segue se recuperando de maneira muito lenta, inclusive abaixo do esperado no início do ano. As expectativas de crescimento para 2018, que rodavam acima de 2% anteriormente, agora se aproximam de 1,5%. É fato que a recessão chegou ao fim, mas a recuperação ainda não é sólida e os efeitos da crise recente ainda são sentidos!