Mais do que um aplicativo popular que facilita e barateia a comunicação, o WhatsApp tem crescido como uma ferramenta de trabalho que chega a rivalizar o e-mail.

A velha desculpa da falta de dinheiro trocado no bolso caiu, definitivamente, em desuso. Especialmente nos últimos dois anos, o mercado de meios eletrônicos de pagamento se popularizou como nunca. Nas feiras de rua, nos carrinhos de pipoca do parque ou mesmo nos camelôs — profissionais que hoje se classificam como microempreendedores individuais (MEIs) —, as maquininhas de cartão de crédito e de débito passaram a ser ferramentas indispensáveis tanto para quem vende quanto para quem compra. “Os custos melhoraram e milhões de pessoas entraram nesse segmento, o que fez com que as maquininhas ganhassem mercado”, diz o economista Vítor França, consultor da Boanerges & Cia, especializado em varejo financeiro.

O mercado varejista vem passando por transformações nos últimos anos, principalmente porque o comportamento dos consumidores mudou: são cada vez mais digitais. Além disso, preocupam-se com o propósito das marcas e buscam experiências únicas. Por isso, para conquistá-los, é preciso oferecer mais que ambiente físico confortável, plataforma de e-commerce eficiente e produto de qualidade.

Novos modelos de negócios em que a experiência de consumo vale mais do que a propriedade sobre um determinado bem. Essa é a lógica da economia compartilhada, também conhecida como ‘Consumo Colaborativo’. Um levantamento feito em todas as capitais pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revela que 89% dos brasileiros que já experimentaram alguma modalidade de consumo colaborativo ficaram satisfeitos após a experiência vivenciada. Apenas 2% dos entrevistados ficaram insatisfeitos, enquanto 9% estão indiferentes.

Andando pelo comércio de rua nos Jardins, em São Paulo, área nobre paulistana, percebo uma característica comum aos grandes centros populares de varejo: todos querem resolver um problema.