Business Intelligence ou BI é o processo de coletar, organizar e analisar dados para dar suporte à tomada de decisões. Se você acha que esse recurso serve apenas para grandes empresas, saiba que o pequeno e o médio varejista também podem se beneficiar e muito do BI! É o que garante André Faria, CEO da Bluesoft, empresa de sistemas de gestão: “Quando se falava em BI há dez anos, parecia algo muito distante para o pequeno e médio varejista, pois as tecnologias eram muito caras. Agora, as tecnologias estão cada vez mais baratas e fáceis de utilizar”.


Ao contrário do grande varejista, pequenos e médios empreendedores costumam ter uma base menor de dados. Para ampliá-la, o CEO da Bluesoft recomenda parcerias com start-ups: “Como são empresas que estão nascendo e precisando de novos clientes, é uma grande oportunidade de criar boas parcerias com valores acessíveis”.


Outro desafio em relação ao BI é garantir que ele faça parte do cotidiano da empresa. Frequentemente, o pequeno ou médio varejista até tem uma ferramenta de análise de dados à sua disposição, mas não utiliza o serviço no seu dia a dia. “Muitas vezes, ele não insere na sua rotina a busca por informações para melhorar as decisões”, relata Faria.

Nunca é cedo demais para começar. Segundo Faria, é comum que o varejista pense que só poderá empregar o BI quando estiver com uma estrutura e uma equipe maiores. Na verdade, quanto mais cedo você começar a coletar, organizar e analisar seus dados, melhor será! “Quanto mais dados anteriores você tiver, melhores serão as previsões para o futuro”, aconselha. Um varejista que tem à sua disposição a análise das vendas de Páscoa de dez anos atrás, por exemplo, terá uma projeção mais confiável do que um que só conta com dados de um período de dois anos.


Por isso, todo cuidado é pouco com os seus dados. “É muito importante ter um bom parceiro de tecnologia, ter esses dados armazenados de forma segura e que eles estejam corretos”, diz o CEO. Atenção especial deve ser dada ao cadastro de produtos, uma das áreas em que os erros ao registrar dados são mais comuns. Outro ponto de destaque são os dados fiscais: “Alguns varejistas terceirizam os dados fiscais para empresas de contabilidade, mas é importante que tenham essas informações disponíveis, pois pode ser interesse para o BI”, alerta.

Agora, é hora de “arregaçar as mangas” e colocar o BI em ação na sua empresa!

Sete formas de aproveitar o BI na sua empresa!

Existem mil e uma maneiras de integrar o BI à tomada de decisões no seu negócio. André Faria, CEO da Bluesoft, mostrou sete delas para a Varejo s.a.

1) Evitar ruptura

Com a análise de dados, é possível fazer a estimativa de qual valor de venda foi perdido por ruptura, que ocorre quando o varejista deixa de fazer uma venda porque o produto não está disponível nas gôndolas. O varejista também pode descobrir se a ruptura está relacionada a um problema de operação, como quando o produto está em estoque, mas não foi enviado.

2) Escala de operadores de caixa e vendedores

Um erro comum é não organizar a escala de operadores de caixa e vendedores considerando o período em que há mais movimento na loja. Com análise de dados, é possível identificar os momentos de pico e avaliar se o número de atendentes alocados é proporcional ao volume de clientes na loja.

3) Gestão de estoque

A gestão de estoque tem muito a ganhar com o BI: é possível fazer a análise do balanceamento de estoque, identificar problemas e quais produtos estão vendendo melhor. A análise de dados permite, ainda, elaborar estratégias para o giro de reposição, oferecendo suporte para decidir quantas vezes é necessário repor produtos nas gôndolas.

4) Pricing

Com a análise de dados, você pode descobrir se a estratégia de preços adotada pela empresa está adequada. O BI permite identificar facilmente se itens premium, por exemplo, estão com valores abaixo do que deveriam ou se um produto está com um valor mais alto do que o desejado.

5) Prevenção de perdas

Ao coletar dados sobre a validade de produtos, é possível identificar o período de cobertura de estoque e sugerir medidas para evitar perdas, como ofertas ou transferência para outra loja.

6) Negociação com fornecedores

Para fomentar a estratégia de negociação, você pode analisar os acordos comerciais com fornecedores, se entregas foram feitas no prazo, histórico de entregas do fornecedor e preços de concorrentes.

7) Marketing

Os dados podem ser uma fonte rica para elaborar campanhas e ações promocionais. O varejista consegue, ainda, analisar o efeito de cada ação para identificar quais deram certo.

 

Fonte: Varejo s.a.