As pop-up stores se multiplicam e viram tendência no Brasil.

O cenário do varejo pede constantes inovações. Oferecer uma experiência diferente ao seu público é essencial quando o objetivo é se destacar entre tantas marcas, produtos e serviços. As pop-up stores, lojas criadas para “surgir” em locais estratégicos e permanecer lá por um curto período predeterminado, podem ser uma boa alternativa. As possibilidades desse modelo de comércio são muitas e prometem agradar diversos estilos e bolsos.

Ainda que no Brasil as pop-up stores tenham se tornado uma tendência recentemente, muitas marcas de todo o mundo apostam nelas há alguns anos. Ray-Ban, Hermès, H&M, Nivea e Porsche já tiveram lojas temporárias espalhadas por aí. No entanto, não é necessário ser uma gigante do mercado para investir nesse modelo. Muito pelo contrário: é uma ótima alternativa para aqueles que não têm como investir em uma loja física convencional. Por se tratar de um negócio de curto prazo, os custos podem ser bem baixos, enquanto o retorno é significativo.

Para as lojas que existem apenas on-line, as pop-up stores mostram-se ainda mais interessantes. Elas dão a possibilidade de criar um ambiente que transmita a essência da marca, explorando os sentidos que um e-commerce não consegue atingir. Daniel da Cunha, cofundador e CEO da Basico.com, marca brasileira de roupas que tem a loja virtual como principal canal de vendas, é um grande adepto das pop-ups. Cidades como Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e Trancoso já receberam uma loja temporária da marca por períodos de uma semana a três meses. “A capacidade de chegar até o seu cliente, criar esse ponto de contato e essa experiência, mesmo que você não esteja pronto, sem capacidade de investir ou por não conhecer bem o mercado, é um ponto muito forte. São como laboratórios”, afirma.


Por trabalhar com um produto que é básico em estilo, mas nobre em material, modelagem e acabamento, a Basico.com se beneficia muito do contato físico do consumidor com as peças. “Por melhor que seja a comunicação que fazemos on-line, você só conta a história completa fisicamente”, diz Cunha. “Nós damos muito valor a isso e vemos que os clientes querem. Por mais que não seja necessário ir a uma loja para comprar algo que queremos, ela lhe conta uma história e tem uma equipe que conhece o produto”, completa. As pop-up stores, além de trazer essa vantagem, dão a possibilidade de colocar a marca em diferentes contextos. “Já levamos a pop-up da Basico para uma galeria de arte. Criamos uma experiência inusitada”, conta o CEO.

Onde abrir uma loja temporária?

É necessária uma estratégia para decidir o local ideal para abrir uma pop-up store. Em primeiro lugar, deve-se estudar a viabilidade técnico-comercial. “A equação precisa fechar, levando em conta o tempo que se passará no lugar e a mobilização necessária”, diz. Em segundo lugar, mas não menos importante, é preciso pensar e projetar a experiência do consumidor. Isso pode determinar como sua marca será lembrada pelo público. O ideal é optar por um espaço que combine com o seu negócio e a imagem que você quer passar. Segundo Cunha, é importante pensar também no fluxo que já existe no local. “Brasília é a quarta cidade que mais compra nossos produtos. O público já apresentava essa demanda. Quando fomos, sabíamos que existia um interesse, uma vontade”, explica.

Fonte: Varejo S.A.