O número de pessoas desocupadas caiu 3,7% no trimestre encerrado em setembro, atingindo 12,5 milhões de pessoas, segundo Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal (Pnad Contínua). Puxado pelo trabalho informal (sem carteira assinada), a população ocupada aumentou 1,5%, aumentando a taxa de desocupação de 11,9% para 12,4% no período, na comparação com o trimestre imediatamente anterior.

Os dados foram divulgados na manhã desta terça-feira (30/10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, a população ocupada atingiu 92,6 milhões de pessoas. Segundo comentário do coordenador de trabalho e rendimento do instituto, Cimar Azeredo, apesar do avanço favorável, a melhora ocorreu com aumento da subocupação.


O número de empregados sem carteira assinada subiu 4,7% em relação ao trimestre anterior, marcando 11,5 milhões ao término de setembro. Em comparação com o mesmo período de 2017, a alta foi de 5,5% (crescimento estimado de 601 mil trabalhadores). Além disso, os trabalhadores por conta própria cresceram 1,9%, atingindo 23,5 milhões de pessoas.

A quantidade de empregos com carteira assinada, porém, se manteve praticamente estável na comparação com o mesmo trimestre anterior, em 33 milhões de pessoas. “Também foi a primeira vez que não houve queda significativa na carteira de trabalho na comparação anual. Foi uma variação negativa, mas não foi significativa”, ressalta Azeredo.

O rendimento médio real habitual não refletiu a melhora na ocupação. Ele foi estimado em R$ 2.222, permanecendo estável na comparação com o trimestre anterior e também frente ao mesmo período do ano anterior.


Desalento

Mesmo com o desemprego em queda, o número de desalentados — aqueles que desistiram de procurar emprego porque acharam que não conseguiriam — se manteve estável, em 4,8 milhões de pessoas. O grupo faz parte do contingente de subutilizados, que atinge 27,3 milhões pessoas.

Fonte: Correio Braziliense