A burocracia da legislação brasileira e a grande máquina do poder público no controle de operações varejistas foram as principais reclamações de executivos ligados ao setor, em um dos painéis do dia de abertura do BR Week 2018. Discutindo a união do varejo para um bem maior, José Barral, ex-presidente do Sonda Supermercados e atualmente à frente da Cendon Consultoria, disse que “nenhum negócio pode agir sozinho e que cada vez mais temos que entender o que nosso negocio tem que trazer de benefício para a sociedade como um todo”.

Momentos de crise são também momentos de oportunidade. Vence os momentos difíceis quem sabe inovar. Por isso, o mercado de franchising investiu em inovação para sobreviver e continuar crescendo mesmo em períodos conturbados da economia brasileira. São mudanças no modelo de negócios, nos formatos das unidades, na estratégia de ampliação da rede e também nos perfis dos franqueados, fundamentais para a manutenção do crescimento e a rentabilidade dos negócios. Grandes redes optaram por criar formatos enxutos, enquanto franqueados experientes aproveitaram as vantagens oferecidas por elas para expandir suas operações.

O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, admitiu que a greve dos caminhoneiros trouxe prejuízos para o país, mas avaliou que a economia já voltou ao normal e retomou sua trajetória de crescimento. A declaração foi dada a jornalistas na tarde da última segunda-feira (11), na capital paulista, após sua participação na 5ª Conferência Anual do Goldman Sachs no Brasil.

Diante de processos de digitalização cada vez mais presentes no mercado, as grandes empresas do varejo se esforçam para reformular a cultura corporativa tradicional a fim de diluir o conservadorismo frente a inserção de novas tecnologias e integração entre canais de venda.

O volume de consumidores brasileiros com contas em atraso e registrados em lista de devedores voltou a crescer no último mês de maio, mas desacelerou frente os meses anteriores. De acordo com dados apurados pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), a quantidade de inadimplentes cresceu 2,78% no mês de maio na comparação com igual mês do ano passado. A taxa é menor do que se comparada aos meses de março e abril de 2018, quando houve uma alta de 3,13% e 3,54%, respectivamente. Em números absolutos, estima-se que aproximadamente 63,29 milhões de brasileiros estejam com o CPF restrito para fazer compras a prazo ou contratar crédito.