Em 2017, os brasileiros vão trabalhar aproximadamente 153 dias apenas para pagar os impostos. Ou seja, na prática, é como se a população só começasse a receber seu salário, de fato, a partir de junho. A estimativa é feita pela Câmara de Dirigentes Lojistas Jovem (CDL Jovem), que realiza este ano a 9.ª edição do Dia da Liberdade de Impostos (DLI).


A campanha pretende chamar atenção para a alta carga tributária brasileira, equivalente à de países desenvolvidos, com a diferença de aqui o retorno em serviços públicos, como saúde, educação e segurança, é muito baixo. “Mais de 40% dos rendimentos são destinados a impostos e, em nossa opinião, esse porcentual não é razoável, especialmente porque prejudica o poder de compra dos cidadãos”, defende o coordenador da campanha DLI nacional e presidente da CDL Jovem DF, Raphael Paganini.

Pesquisa realizada pelo Sistema de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostra que 73% dos brasileiros pretendem comprar presentes para celebrar o Dia das Mães – segunda data comemorativa mais importante para o varejo nacional, tanto em volume de vendas quanto em faturamento. Isso equivale a aproximadamente 109 milhões de pessoas, o que deve injetar R$ 14 bilhões nos setores de comércio e serviços. Entretanto, a maior parte dos consumidores mostra cautela na hora de definir o gasto.

O mês de abril contou com duas semanas de feriados prolongados – a Sexta-Feira da Paixão (dia 14) e Tiradentes (21), que também celebrou o aniversário de Brasília – seguidos pelo Dia do trabalhador em maio, na próxima segunda-feira (1.º). O que para boa parte da população é uma boa notícia, o comércio vê com cautela. Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas do Distrito Federal (CDL-DF), José Carlos Magalhães Pinto, o ritmo de vendas deve desacelerar na capital no período.

Por não ser um grande polo turístico e abrigar uma população majoritária de migrantes, Brasília tende a se “esvaziar” em feriados, já que muitos voltam para a terra natal, segundo o presidente. “Muita gente viaja, não só nos dias do feriado, mas nos que o antecedem e nos dias seguintes, o que deixa a economia mais lenta”, explica. Além disso, boa parte do comércio fecha as portas. “Shoppings costumam sentir menos esse impacto, mas em locais como o Setor Comercial Sul ou o Centro de Taguatinga, mesmo que o varejista abra sua loja, o movimento é muito fraco”, afirma.

Nesta quarta-feira (3), ocorreu a eleição da diretoria do Conselho de Desenvolvimento Estratégico, Social e Econômico do Distrito Federal (Codese-DF), fundado pela Câmara de Dirigentes Lojistas do Distrito Federal (CDL-DF) e por outras entidades do comércio e do setor produtivo em março deste ano.

 

Foram eleitos Paulo Muniz, da Associação de Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal (Ademi), e Luiz Botelho, do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF), como respectivos presidente e vice-presidente do Conselho. Fernando Brites ocupa o cargo de diretor-financeiro.

A capital do País comemora 57 anos de existência nesta sexta-feira (21), e de 1960 para cá a cidade mudou. Na maior parte desse tempo, a Câmara de Dirigentes Lojistas do Distrito Federal (CDL-DF), que completou 52 anos este mês, ajudou a construir o comércio local e lutou pelos direitos dos lojistas perante o poder público.

No início, vender a prazo era uma aventura de alto risco. Os moradores vinham de fora, com a necessidade de adquirir bens, e sem nenhuma referência. Muitas vezes, estavam na cidade apenas de passagem. “O calote era comum, e os lojistas amargavam prejuízos, o que levou muitos deles à falência”, conta o atual presidente da CDL-DF, José Carlos Magalhães Pinto.