A Black Friday já é uma data conhecida no calendário brasileiro, e este ano, será realizada no dia 23 de novembro. A Câmara de Dirigentes Lojistas do Distrito Federal (CDL-DF), acredita que esta será uma boa oportunidade para movimentar o comércio local e, com a leve recuperação econômica apontada nos últimos meses, deve trazer resultados melhores do que o ano passado.

Duas pesquisas realizadas pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revelam que 11% das empresas pretendem aderir a Black Friday — percentual que sobe para 16% no setor de comércio. Em relação aos consumidores, seis em cada dez (58%) têm a intenção de fazer compras na Black Friday, um expressivo aumento de 18 pontos percentuais em relação ao ano passado. Por outro lado, 32% só devem ir às compras caso encontrem boas ofertas e apenas 10% não pretendem comprar nada.

Com o objetivo de atrair os consumidores, o desconto médio a ser aplicado nos produtos ou serviços durante o período do evento será de 29%, sendo que 33% dos empresários prometem descontos que variam entre 31% e 50%.

Para os clientes, 70% consideram a data uma oportunidade de adquirir itens que estejam precisando com preços mais baixos. Cerca de 30% querem antecipar os presentes de Natal de olho nas promoções, enquanto 12% planejam aproveitar as ofertas mesmo sem ter necessidade de comprar algo no momento. Os consumidores devem comprar, em média, três produtos e desembolsar de R$ 1.145,75 – chegando a R$ 1.268,63 entre os homens e R$ 1.646,67 nas classes A/B. Ainda de acordo com o levantamento, a expectativa dos consumidores para este ano é de que haja um desconto médio de 45% nos produtos e serviços ofertados.

Ainda que a Black Friday seja tradicionalmente realizada a apenas um mês das festas de final de ano, 26% dos empresários consideram que o evento é um indicativo de como serão vendas para o Natal — em maior medida no setor de comércio (29%). Para a diretora-secretária da CDL-DF, Virgínia Guimarães, a Black Friday é como um mini natal, e ainda, uma boa oportunidade do comerciante cativar o consumidor para as compras do próximo mês.

Em relação aos produtos a serem comprados e forma de pagamento, as pesquisas apontam que as roupas lideram a lista de compras dos consumidores (38%) — um aumento de dez pontos percentuais na comparação com 2017. Os calçados ocupam o segundo lugar (32%), enquanto os celulares e smartphones ficaram com a terceira posição (30%) entre os produtos que devem ser mais adquiridos nesta Black Friday. Depois aparecem os eletrônicos (25%) — 8% a mais do que no ano passado — e os eletrodomésticos (24%). A forma de pagamento mais utilizada será a de compras a prazo (68%), sobretudo no cartão de crédito parcelado (49%), sendo que a média de parcelas será de seis prestações. Ou seja, até maio de 2019 estes consumidores estarão pagando as compras feitas na Black Friday. Ao mesmo tempo, 66% disseram que pretendem pagar suas compras à vista, principalmente em dinheiro (47%).

Virgínia atenta, porém, que é necessário seriedade ao participar da campanha. “Os descontos devem ser reais, não adianta tentar enganar o consumidor”, afirma. Ela fala ainda que esta é uma boa oportunidade para estar mais perto do cliente e trabalhar para a fidelização deste. “A Black Friday já conquistou o seu espaço no cenário brasileiro e é um aquecimento para o natal. Como os descontos tendem a ser altos, acaba chamando a atenção de mais consumidores, servindo como uma boa publicidade para alcançar clientes que não conheciam a sua loja. É neste momento que o comerciante deve ser astuto e aproveitar para fidelizar o cliente para que ele volte a comprar em outras oportunidades”, completa.

*Com informações da CNDL