A segurança é uma preocupação comum a todos os comerciantes, além de ser um assunto muito presente na mídia. São comuns as notícias de assaltos e furtos em lojas, mesmo à luz do dia. Em 2016, houve cerca de 112 roubos ao varejo no Plano Piloto, segundo a Secretaria de Segurança Pública e da Paz Social. O clima de insegurança gerado por assaltos pode afastar os consumidores e trazer ainda mais prejuízo. Mas, com alguns cuidados básicos, o lojista pode evitar situações de perigo em seu estabelecimento.

 

A instalação de câmeras de segurança e alarmes é uma recomendação valiosa, pois intimida a ação de ladrões, mas nem tudo depende de investimento financeiro. Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas do Distrito Federal (CDL-DF), José Carlos Magalhães Pinto, atitudes simples aumentam consideravelmente a segurança. “Não deixar valor alto de dinheiro no caixa, ter uma loja com boa visibilidade para a rua e funcionários bem treinados para casos de emergência já fazem toda a diferença”, afirma.

 

Elevar a segurança pública e ter maior número de policiais nas ruas também são fatores essenciais à segurança do comércio, mas não dependem da vontade do lojista. A Secretaria de Segurança Pública e da Paz Social afirma monitorar oito áreas do DF que concentram 65% de todos os crimes, entre elas, Asa Sul, Asa Norte e Taguatinga, pontos comerciais fortes na cidade. Magalhães Pinto lembra, no entanto, que para gerar estatísticas que auxiliem o poder público a melhorar a segurança, em caso de roubo ou furto, é necessário registrar a ocorrência, com o máximo de detalhes possível.

 

Outra dica valiosa do presidente da CDL-DF é não estabelecer uma rotina para resolver questões bancárias, ou seja, se você precisa ir ao banco uma vez por semana para realizar depósitos, por exemplo, varie os dias e horários – e, se possível, faça um intercâmbio de pessoas que executam a tarefa. Também é importante observar o movimento da rua ao abrir e ao fechar a loja, e dar valor à união entre os lojistas, especialmente da sua região. “Manter contato com outros comerciantes ajuda a criar uma rede de segurança, trocando informações e zelando para a segurança local”, ressalta.