O mês de abril contou com duas semanas de feriados prolongados – a Sexta-Feira da Paixão (dia 14) e Tiradentes (21), que também celebrou o aniversário de Brasília – seguidos pelo Dia do trabalhador em maio, na próxima segunda-feira (1.º). O que para boa parte da população é uma boa notícia, o comércio vê com cautela. Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas do Distrito Federal (CDL-DF), José Carlos Magalhães Pinto, o ritmo de vendas deve desacelerar na capital no período.

Por não ser um grande polo turístico e abrigar uma população majoritária de migrantes, Brasília tende a se “esvaziar” em feriados, já que muitos voltam para a terra natal, segundo o presidente. “Muita gente viaja, não só nos dias do feriado, mas nos que o antecedem e nos dias seguintes, o que deixa a economia mais lenta”, explica. Além disso, boa parte do comércio fecha as portas. “Shoppings costumam sentir menos esse impacto, mas em locais como o Setor Comercial Sul ou o Centro de Taguatinga, mesmo que o varejista abra sua loja, o movimento é muito fraco”, afirma.

A boa notícia é que nos próximos meses duas datas devem movimentar as lojas da cidade de forma significativa: o Dia das Mães e o Dia dos Namorados. “Esperamos um aquecimento nesse período, motivado também pelos saques do FGTS e pela diminuição da recessão”, ressalta José Carlos. Apesar do feriado, a Páscoa deste ano já trouxe um alento para os lojistas, pois foi positiva para o setor de chocolates, que apresentou a primeira alta (0,93%) após dois anos de queda nas vendas, segundo dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL).