Em 2016, a Páscoa deixou muitos lojistas desapontados com a queda nas vendas dos ovos de chocolate. Mas neste ano, o comércio está otimista e focado em estratégias para atrair o consumidor, além de contar com um cenário mais favorável. 

 

De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a páscoa deste ano trará a primeira alta nas vendas desde 2014. A estimativa é que haja um aumento de 1,3% nas vendas de ovos de páscoa (já descontada a inflação) para o mês de abril, na comparação com 2016. Dessa forma, o período deve movimentar R$ 2,1 bilhões no País. Em 2015 e no ano passado, houve queda de 1% e 4,3%, respectivamente.

No Distrito Federal, a expectativa segue positiva. Para o diretor de marketing da Câmara dos Dirigentes Lojistas, Júlio César Alonso, que também é franqueado da empresa Cacau Show em Brasília, as pessoas estavam evitando consumir devido à crise, mas o ano de 2017 começou diferente, com sinais de melhora na economia. “O mercado está aquecido, os clientes estão receptivos aos produtos. É um momento de retomada para nós e para outros setores também”, avalia.

Entre os fatores externos favoráveis ao otimismo do comerciante, segundo Alonso, estão a baixa dos juros e a liberação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). “Este é um fator favorável para o comércio, especialmente durante a Páscoa e as demais datas comemorativas relativas ao período dos saques, como o Dia das Mães e o Dia dos Namorados.”

Além disso, o varejo tem preparado estratégias para atrair o consumidor. O diretor destaca os preços atrativos, com opções de ovos mais simples e, consequentemente, mais baratos; o uso de embalagens e brindes diferenciados nos produtos, para quem estiver disposto a gastar mais; e condições especiais de pagamento. “Na Cacau Show, por exemplo, temos opções bastante democráticas, que vão de R$ 4,90 a R$ 200”, conta.

A CNC confirma que parte da recuperação está associada ao comportamento dos preços: a variação média da cesta composta por bens e serviços mais demandados nesta data (4,6%) foi a menor desde o mesmo período de 2008.